segunda-feira, 23 de junho de 2008

Conflitos 202

Acho que a lista de conflitos agora está completa .
  • Russia x Chechenia : Mathews e Juscelino
  • México x Chiapas : Jéssica e Gabrielle
  • Canadá x Quebec : Rangel e Lennyo
  • As FARC x Colômbia : Fabiano e Maisa
  • Sérvia x Kosovo: Ingrid e Luan
  • Israel x Palestina: Lucas e Jonatas
  • Tutsis x Hutus : José e Ana Luiza
  • Coreia N. x Coreia S. : Ana Paula e Carla
  • País Basco x Espanha: Rodolfo e Deane
  • Curdos x Siria, Irã, Iraque e Turquia : Rafael, Paulo A., Eduardo, Arthur, Leonardo
  • Irlanda Protestate x Irlanda Católica : Pedro e Danielly
  • China X Tibet: Mariana e Nicoli

Bjs

11 comentários:

Roberta Prates disse...

Tutsis X Hutus

O conflito entre tutsis e hutus é mais uma demonstração do efeito retardado da política colonial européia, no continente Africano. Eles viviam em plena harmonia, até a colonização belga. Os tutsis eram pastoreiros e de estatura maior, os hutus tinham tradição agrícola, pele mais escura e estatura menor.

Os tutsis foram escolhidos para ocupar cargos superiores enquanto os hutus tiveram de obedecer. Após anos de inferioridade os hutus se revoltaram e tornaram superiores cortando os pés de todos os tutsis para diminuir as diferenças sociais.Os tutsis tentaram por varias vezes recuperar o poder com muitas derrotas. Foi elaborado um acordo de cessar fogo entre os tutsis e hutus porém sem sucesso, e até hoje ainda vem ocorrendo conflitos entre essas duas etnias.
Ana Luiza e José Marcos

Roberta Prates disse...

Coréia do Norte X Coréia do Sul
O conflito militar ocorrido entre 1950 e 1953 dividiu a Coréia em duas zonas de ocupação: uma soviética (ao norte)e outra norte-america (ao sul).Os dois novos países reinvindicam jurisdição sobre a totalidade do território, o que torna a zona de fronteira uma área de tensão. As negociações para uma unificação fracassaram e os dois países ficam divididos de vez pelo paralelo de 38º, formando ao norte a Republica Democrática Popular da Coréia e, ao sul, a Republica da Coréia. Os conflitos existem até hoje.

Ana Paula e Carla

Mariana Matos disse...

China X Tibet

A história do Tibet é marcada por guerras e conquistas. Os conflitos entre a China e o Tibet tiveram início durante a dinastia chinesa. No século 13, o Tibet foi conquistado pelo império mongol. Em 1720, foram os chineses, durante a dinastia Ching que conquistaram o Tibet.
A China ocupa o Tibet há 50 anos. Uma das conseqüências dessa ocupação chinesa é a existência de mais de cem mil refugiados tibetanos pelo mundo.. Desde 1951, os tibetanos têm tentado se rebelar contra a ocupação chinesa, mas seus esforços não foram bem sucedidos. A China alega soberania histórica sobre o Tibet, ameaçando assim a cultura e religião dos tibetanos.
A China tem o objetivo de modernizar o Tibet, pois espera que uma maior prosperidade no país eventualmente conquiste o apoio dos tibetanos à administração chinesa. O governo chinês possui um plano de desenvolvimento para a região e vem construindo prédios, realizando obras e substituindo a tradicional arquitetura tibetana por uma arquitetura moderna, deixando assim as províncias do Tibet cada vez mais semelhantes às cidades chinesas. Além disso, o Tibet está repleto de migrantes chineses que lideram importantes setores da economia. De fato, hoje há mais chineses que tibetanos vivendo no Tibet. Não é de se surpreender que os tibetanos temem que sua cultura e tradições estejam em perigo de extinção.

Mariana Matos

Roberta Prates disse...

México X Chiapas
O conflito teve início após a tomada de terras, que por direito são dos índios Chiapas, pelo governo mexicano dando em troca uma mixaria com a desculpa de fazer obras de infra-estrutura que beneficiariam a todos. A população mexicana não concordando com a política de um governo que não garantia os direitos básicos à população pobre e beneficiava as elites, começou a se organizar em grupos clandestinos, dentre eles estava as FLN (Forças de Libertação Nacional) que em 1994 deu origem ao EZLN (Exército Zapatista de Libertação Nacional) em seqüência do trabalho de Emiliano Zapata que foi um líder revolucionário.
O governo entra em conflito com esse grupo ao se sentir prejudicado, como por exemplo, na noite em que o NAFTA (Tratado de Livre Comércio da América do Norte) seria implantado o EZLN atacou diversas cidades do país e quando tenta realizar obras e são surpreendidos com ataques repentinos.
O EZLN luta atualmente pelos direitos dos camponeses, por suas terras e pelo fim do NAFTA.
Esse conflito continua até os dias atuais.
Gabrielle e Jéssica

Roberta Prates disse...

Rússia X Chechênia

Para o governo russo, essa república é estratégica, principalmente em razão da passagem de oleodutos que ligam Moscou aos poços de petróleo da região do Mar Cáspio,além de ali existirem minerais de grande valor,assim de muita importância para os russos.

História

Depois do colapso da União Soviética, um movimento de independência surgiu na Chechênia, enquanto a Rússia recusava-se a permitir a secessão.
Djokhar Dudaiev, presidente nacionalista da República da Chechênia, declarou a independência chechena em 1991. Em 1994 o presidente da Rússia Boris Ieltsin enviou quarenta mil soldados para evitar a separação da região da Chechênia, importante produtora de petróleo, da Rússia.
A Rússia entrou numa guerra que alguns comparam ao que foi a Guerra do Vietnã para os EUA. Os insurgentes chechenos infligiram grandes baixas aos russos. Os russos finalmente tomaram Grozni em fevereiro de 1995 após pesada luta. Em agosto de 1996 Ieltsin concordou com um cessar-fogo com os líderes chechenos, e um tratado de paz foi formalmente assinado em maio de 1997.
O conflito retornou em setembro de 1999, dando início à Segunda Guerra da Chechênia, tornando sem sentido o acordo de 1997. Os separatistas chechenos ainda querem a independência da Chechênia e organizaram ataques na república e em outras regiões da Rússia, incluindo Moscou. Uma década de guerra deixou a maior parte do território sob controle militar. Guerrilheiros islâmicos chechenos invadiram a vizinha república russa do Daguestão e anunciaram a criação de um estado islâmico; a maioria da população, em ambas as repúblicas, à muçulmano sunita. Os militares russos expulsaram os rebeldes para a Chechênia em setembro, mês em que atentados contra diversos edifícios em cidades russas mataram mais de 300 pessoas. O governo, responsabilizando diretamente os separatistas chechenos, enviou tropas à república.
Apesar da pressão para um cessar-fogo, o governo russo rejeitou mediação internacional. Mas as denúncias de massacres, estupros e torturas cometidos pelas tropas contra centenas de civis levam o país a aceitar, em março de 2000, a visita de representantes da ONU à Chechênia. As emboscadas e os ataques camicases contra as tropas russas prosseguem, assim como os bombardeios aéreos russos. Em junho de 2000, o presidente Vladimir Putin colocou a Chechênia sob administração direta da Presidência da Federação.
Em setembro de 2004, uma escola em Beslan, na república da Ossétia do Norte, foi palco de uma das maiores barbáries da atualidade. Terroristas chechenos aprisionaram, torturaram e mataram crianças, pais e professores. O líder separatista Shamil Bassaiev assumiu a autoria desse e de outros ataques (como a explosão no metrô de Moscou, em fevereiro do mesmo ano).
Juscelino e Mathews

Roberta Prates disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Roberta Prates disse...

País Basco e Espanha:
O País Basco é uma região que compreende o extremo norte da Espanha e sudoeste da França, e tem cultura própria e até uma língua diferenciada, o euskara, e tão bem estruturado que apresentava parlamento e policia próprio. Durante muito tempo, as províncias bascas conservaram suas leis tradicionais, que não foram abolidas pelos reis espanhóis e franceses, mas com a Revolução Francesa, a situação mudou completamente e este território passou a pertencer ao governo espanhol.
Surgiram então organizações para uma independência desse lugar, como o Partido Nacionalista Basco, o Herri Batasuna e outros, dando inicio também a ETA, um grupo que foi apoiado por muitos pelos atos anti-regime, durante a ditadura de Francisco Franco (1939-1975), pois este proibiu, além de outras coisas, de se falar o euskara.Hoje o ETA é considerado como sendo grupo terrorista por muitos países.
Depois da criação de uma Constituição espanhola em 1978, o País Basco ganhou alto grau de autonomia, sendo criada a Comunidade Autônoma Basca, assim muitos protestantes depuseram armas, mas alguns ainda insistem em conseguir maior território que pertenceria ao País Basco.

Deane e Rodolfo

Roberta Prates disse...

Sérvia x Kosovo

O território da Iugoslávia, tal como foi estabelecido depois da 2ª Guerra Mundial, reduziu-se nos anos 90 a menos da metade com a independência de quatro de suas repúblicas. . A oposição sérvia aos separatistas e os conflitos internos nas ex-províncias provocara, durante a década de 90, os combates mais sangrentos na Europa desde a 2ªGM.

Em 1974, Tito transformou a região do Kosovo e Voivodina em regiões autônomas. Tito morreu em 1980 e Milosevic, chefe do Partido Comunista, anulou a autonomia do Kosovo e Voivodina em 1989. No mesmo ano, elegeu-se presidente da Grande Sérvia.

Os albaneses de Kosovo (90% da população) iniciam uma violenta campanha pela independência em 1998, sob o comando do Exército de Libertação de Kosovo (ELK). A opção pela luta armada acontece quase dez anos após a província ter sua autonomia cassada (1989) por Milosevic. Em represália, o presidente iugoslavo (no cargo desde 1997) incentiva a "limpeza étnica" contra civis albaneses, método usado na Bósnia. Negociações de paz fracassam e, em março de 1999, a OTAN decide atacar a Iugoslávia. Num primeiro momento, os bombardeios acirram a repressão sérvia em Kosovo, e quase 1 milhão de albaneses kosovares fogem para nações vizinhas. Mas, após 78 dias de ofensiva e um saldo de 1,2 mil civis mortos, Milosevic capitula e retira suas tropas da região.

A ONU monta um governo provisório pra cuidar do Kosovo e, em 2000 houve eleições municipais. Foi criado o Tribunal de Haia para julgar os suspeitos e criminosos de crimes de guerra no território a partir de 1991. Milosevic foi condenado de crimes contra a humanidade na Guerra do Kosovo.

Luan e Ingrid

Dany disse...

Resumo

Irlanda do Norte (protestantes) x República da Irlanda (católicos)

São conflitos gerados pelos católicos e protestantes na Irlanda. Confrontos que opõe, de um lado, a maioria dos irlandeses – protestantes, unionistas, com interesse do domínio britânico – e do outro, a minoria – católicos, nacionalistas, que atrelam sua identidade nacional à resistência religiosa. E o IRA (Exército Republicano Irlandês) luta pelo fim da dominação inglesa sobre a Ulster e a posterior unificação com a vizinha, República da Irlanda.
No século XIX, a Irlanda foi integrada ao Reino Unido da Grã-Bretanha por meio da assinatura do Union Act. No início do século 20, surge o movimento nacionalista que luta pelo fim do domínio britânico sobre a ilha. Esse movimento de resistência levará ao surgimento do Estado Livre da Irlanda ou Eire, em 1922. Mas a Irlanda do Norte ou Ulster continuará fazendo parte do Reino Unido.
Foi a partir do final dos anos 60 que as hostilidades se agravaram. Em 1969, o governo britânico ocupou militarmente o Ulster e, em seguida, dissolveu o Parlamento de Belfast, assumindo as funções políticas e administrativas. Em 1972, mais de uma dezena de jovens irlandeses católicos foram mortos no Domingo Sangrento. Em 30 anos de conflito, cerca de 3.600 pessoas morreram na Irlanda.
A seguir, uma sucessão de atentados terroristas praticados pelo IRA indicavam a radicalização do conflito. Protestantes da Força Voluntária do Ulster, grupo paramilitar unionista, responderam com a mesma violência ao radicalismo católico.
Só em 1991, por iniciativa de ingleses e norte-americanos, iniciou-se uma rodada de negociações com a participação dos partidos do Ulster e do governo de Londres. Como o Sinn Fein - braço político do IRA - foi excluído das conversações, o diálogo fracassou.
Finalmente, em 1998, Tony Blair (premiê inglês), Gerry Adams (Sinn Fein) e David Trimble (unionista), com a participação do ex-presidente norte-americano Bill Clinton, assinaram o Acordo do Ulster, que concedia mais autonomia ao país.


Danielly e Pedro - 202

Lucas José disse...

Israel x Palestina
A Palestina é um território muito disputado, habitado a mais de 4 mil anos pelos judeus que foram reprimidos por vários povos, e a cerca de 2 mil anos pelos árabes que se estabeleceram nestas terras.
Em 1897 se formou a Organização Sionista que tinha o objetivo da formação de um estado judeu, com o apoio da Inglaterra e da França – que tinham interesses colonialistas. Essa organização se fortaleceu e começaram as migrações dos judeus para a palestina, principalmente migrações clandestinas.
A perseguição e massacre dos judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial foi um dos fatores determinantes para o apoio Internacional aos judeus para a formação do Estado de Israel. Em 1947 a ONU aprovou a partilha da Palestina e a formação do Estado de Israel que ocupava 57% do território. A partir daí as terras da Palestina foram disputadas por Israel, Transjordânia, Egito e Síria formando a 1ª Guerra Árabe Israelense, retirando o poder dos palestinos de tomar decisões sobre seus territórios através de um armistício que dividiu o território entre Israel, Egito e Transjordânia. A Síria tentou desviar o fluxo de água do Rio Jordão com a construção de uma grande represa nas Colinas de Golã.
Israel iniciou em 1967 um ataque ao Egito, à Jordânia e a Síria, formando a Guerra dos Seis Dias em que Israel conquistou a faixa de Gaza, a península do Sinai, e a Cisjordânia. O Egito e a Síria em 1973 atacaram Israel formando a Guerra de Yon Kippur. Israel em 1979 concordou em devolver ao Egito a península do Sinai num acordo intermediado pelos EUA chamado Acordo de Camp David.
Com estes acontecimentos foi fundada a Organização para Libertação da Palestina (OLP), que até hoje luta pela formação de um Estado Palestino. Essa organização apresentou um Plano de Paz na Assembléia Geral da ONU e foi assinado um acordo (Acordo de Oslo) entre o presidente da OLP, Arafat, e o primeiro-ministro israelense Yitzak Rabin, que dizia que a Faixa de Gaza e Jericó seriam devolvidos aos palestinos o que ainda não aconteceu e é um dos maiores provocantes dos conflitos atuais.
Foi criada a Autoridade Nacional da Palestina (ANP) liderada por Arafat, representação legal dos palestinos.
Aconteceu a Intifada, uma manifestação populacional em que os palestinos saíram com pedras e as atiraram contra o exército judeu.
Em 2003 foram feitas reuniões contando com apoio da ONU, EUA, Rússia e União Européia para começar a consolidação de um acordo de paz entre judeus e palestinos e a formação do Estado da Palestina. Este grupo dos quatro responsáveis pela intermediação desta proposta de paz ficou conhecido como “O Quarteto de Madri”.
Lucas e Jonatas.

Roberta Prates disse...

Curdos X Síria, Irã, Iraque e Turquia.
A Turquia trata a situação dos curdos no norte do Iraque como uma questão de segurança nacional. A relação entre turcos e curdos remete ao próprio passado das duas nações e à supremacia dos primeiros. Assim, considerar que haveria a possibilidade da tentativa de mudança de status por parte dos curdos sempre foi factual, o que não havia eram circunstâncias favoráveis. Ocorre que com o esfacelamento do Iraque, os curdos do norte do país vislumbraram a possibilidade de criação de um estado independente, e mais, a anexação da parte curda da Turquia a esse novo estado idealizado. Entretanto, outros países também possuem população curda em seu território – Irã e Síria –, e acabariam sendo afetados pelo conflito. Assim, a preocupação territorial acaba sendo diminuída quando se analisa o procedimento desses dois Estados no passado. Síria e Irã deram apoio aos milicianos curdos contra a Turquia, facilitando suas ações através de seus territórios. Isso se deu por motivos distintos, o Irã, na intenção de expandir seu regime fundamentalista à Turquia; e a Síria, devido haver dois contenciosos com a Turquia, quais sejam, a reivindicação da divisão das águas dos rios Tigre e Eufrates, além da posse da província de Hatay (sob controle turco). Evidentemente que a Turquia se opõe com veemência a qualquer possibilidade de criação de um Curdistão, no entanto, as milícias curdas do Iraque – comandadas pelo PKK (Partido Curdo dos Trabalhadores), considerado terrorista pelos EUA, UE e OTAN – tendem a aproveitar a situação de desgoverno no país para colocar em prática o seu projeto nacionalista de independência. Constantemente os milicianos programam incursões ao território turco, o que, em tese, abriu a possibilidade para que o governo turco retaliasse (inclusive envolto na legitimidade atribuída pela Carta das Nações). Com isso temos duas situações distintas: os EUA não pretendendo que o conflito no Iraque se expanda, no entanto, tendo a Turquia como aliada, deve considerar a preocupação com a insurgência curda na região e os constantes ataques que sofre dos milicianos curdos; por outro lado, existe uma divergência quanto à posição relativa à criação do Curdistão. Os EUA apóiam e isso abala a relação com a Turquia. Nesse panorama extremante complexo, a Síria e o Irã, que já utilizaram o PKK contra a Turquia – hoje já romperam com essa aliança –, continuam atentos ao desenrolar da situação. Como inimigos da Turquia, poderiam entrar no conflito para fazer seus “acertos de contas”, mas somente atuarão se o risco de sofrerem retaliações for pequeno. Isso porque, qualquer erro estratégico poderia fazê-los sofrer com os efeitos colaterais de uma invasão ao território curdo no Iraque. Situação tal que acabaria gerando um grande êxodo da população curda para o Irã e a Síria, algo que nenhum dos dois gostaria de ter.
Rafael, Paulo A., Eduardo, Arthur e Leonardo